segunda-feira, 26 de junho de 2017

O golpe já foi para lata de lixo da história

por Emanuel Cancella

Mas a Lava Jato ainda continua seu jogo sujo, prendendo e condenando
petistas sem provas, mas  acobertando tucanos.
                                    
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O golpe militar durou 21 anos. O golpe de Michel Temer durou pouco mais de um ano. Não só do Michel Temer, pois ele não conseguiria nada se não contasse com a cumplicidade da Justiça, que deu legitimidade ao golpe, como também da mídia, que manipulou maquiavelicamente a sociedade.  

Seus outros principais personagens foram para a lama: Eduardo Cunha, que se autointitula autor, está preso. Aécio Neves, o autor intelectual, que entrou com o pedido de impeachment da presidente Dilma, “ Para encher o saco do PT”, transformou-se num lixo politico. 

E o golpe, que veio para moralizar o país, está resumido na frase do dono da JBS, Joesley Batista: “Temer é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil” (3).   

Essa declaração responde a denúncia do procurador Dallagnol, acatada pelo juiz Sergio Moro, chefe da operação Lava Jato. Ele disse que, sem provas mas com convicção, Lula era o comandante máximo da corrupção na Petrobrás. Agora ele já sabe que Temer é o chefe, com provas e convicção. Podem até deixar o Lula e paz agora!

Até porque o chefe da quadrilha, Michel Temer, nomeou o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, para liquidar mesmo a Empresa, pois ele já é réu desde quando ministro do apagão de FHC e membro do Conselho de administração da Petrobrás (5).

 Ou seja, naquela época ele já fazia farra com os ativos da Petrobrás. E a Lava Jato, diante de provas gritantes do envolvimento de Temer e Parente em falcatruas na Petrobrás, insiste em desviar a atenção da sociedade, acusando pessoas sem provas e deixando a farra de Parente continuar, destruindo assim a maior empresa do Brasil.

Parente tripudia a legislação brasileira quando “vende” sem respeito à lei de licitação, por exemplo, áreas de petroquímica e do pré-sal. Vende para quem quer e pelo valor que ele mesmo determina (2,3).   

Para comprovar que o golpe acabou, a nova pesquisa Datafolha mostra  o PT, que eles chamavam da quadrilha estabelecida em Brasília, como o partido preferido da sociedade com 18%, e o PMDB de Temer e o PSDB de Aécio empatados como o segundo com 5% de preferência cada um.

Além das três legendas mencionadas, os únicos partidos que chegaram a alcançar 1% da preferência dos entrevistados na pesquisa foram o PSOL, o PV e o PDT, com 1% cada (1). 

E a afirmação ridícula de Moro e Dallagnol não colou!  Disseram  que Lula era o comandante máximo da corrupção na Petrobrás, mas não tinham provas , só a convicção pessoal deles. Lula continua em ascensão e é líder de todas as pesquisas na corrida para presidência. Eles subestimaram a inteligência da sociedade brasileira!

A lava Jato, que é base do golpe, ainda continua seu jogo sujo pois, até hoje não vazou nenhuma delação dos tucanos, também não investigou e nem prendeu nenhum deles. Nem o senador tucano Aécio Neves sete vezes delatado na Operação foi sequer investigado, muito menos preso.

Se Aécio e Temer foram desmascarados foi devido a outro juízo, pois se dependesse da convicção da Lava Jato, ainda estariam dando lição de como moralizar o Brasil.

E a Lava Jato continua seu jogo porque continua prendendo e condenando petistas sem provas e acobertando tucanos. Agora condenaram o ex Ministro Antonio Palloci.

Jose Dirceu outro que foi preso sem provas foi solto pelo STF que reprovou a República de Curitiba. Veja o parecer de Rosa Weber assistida por moro:  “Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite” (6). 

Mas o que eles querem é pegar o Lula, que sabem que é honesto, tanto que não conseguem provar nada contra ele, apesar de três anos de investigação da Lava Jato, dos milhões gastos do dinheiro público para isso, na convicção de que querem de qualquer jeito  tirar Lula do páreo em 2018!

Creio que a única explicação para a ascensão do PT e do Lula é a máxima popular: É como o bolo da vovó que, quanto mais bate, mais cresce!

6 - http://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/O-ultimo-julgamento-de-excecao-e-o-fim-de-uma-farsa/29577
Rio de Janeiro, 26 de junho de 2017.

 Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP , ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese,  sendo também autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro”

OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.

    (Esse relato  pode ser reproduzido livremente)

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sábado, 24 de junho de 2017

A sorte persegue os bons, que o diga Aécio Neves e Pedro Parente

por Emanuel Cancella

A sorte de Aécio e Pedro Parente se assemelha a de João Alves, famoso anão do orçamento,  que, na CPI, apresentou uma justificativa antológica para a fortuna que tinha acumulado: alegou que era um homem de muita, muita sorte e ganhara dezenas de vezes na loteria

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Estava tomando uma cerveja no bar e entra um amigo com o resultado do jogo do bicho não mão e diz: Porra, eu jogo no cavalo e dá burro! E o outro que é metido a intelectual deu uma golada na cachaça e retrucou: _ Sorte tem o senador Aécio Neves, vai ter o ministro do STF Gilmar Mendes como relator do inquérito sobre doação da Odebrecht(1).

E eu, que sou tachado no bar de petroleiro petista, joguei querosene na fogueira quando disse que sortudo mesmo é o também tucano e também corrupto Pedro Parente, presidente nomeado por Temer para a Petrobrás: ele está entregando a Petrobrás aos gringos, numa verdadeira liquidação de pré-sal  e petroquímica, e sem licitação, pois “vende”para quem quer e pelo valor que estabelece (7,8). E mesmo com essa gestão criminosa e já sendo réu, no passado, pelos mesmos crimes, ainda tem o aval inconteste da Lava Jato (6).      Seria por que Pedro Parente é tucano e os chefes da Lava Jato, Moro e Dallagnol não escondem da sociedade eles não investigam, não julgam e nem prendem tucano? (4,5).   

E outro amigo, o Bruno, brizolista, mineiro do bem, que toma uma cachacinha  artesanal e fuma cigarro de palha, nas noites cariocas, em que ele mesmo enrola no intervalo de uma pinga e outra, na porta do bar, ironicamente  emendou:
 Sorte mesmo tem o procurador da Lava Jato Dallagnol promovendo palestras pela bagatela de R$ 40 mil reais, nas APAE do Brasil. Imagine o potencial de faturamento! A APAE de Curitiba, onde o procurador da Lava jato faz palestra, também tem em Rosângela Moro, a mulher do juiz, uma de suas figuras públicas mais expressivas (9). Aliás, com tanta expressão envolvida, não é à toa que a APAE esteja sofrendo um rombo tão grande, como divulgado na imprensa, e logo abafado!
Gilmar, um defensor inconteste de Aécio, já deu provas disso quando diversas vezes devolveu para ao procurador Rodrigo Janot processos de Aécio, no famoso jogo de empurra (2). Mas o que o STF, e mais todo mundo, sabe que Gilmar protege Aécio para sobreviver, pois ambos estão na lista de Furnas, como propineiros (3).

A sorte de Aécio e Pedro Parente se assemelha a de João Alves, famoso anão do orçamento, que, na CPI, apresentou uma justificativa antológica para a fortuna que tinha acumulado: alegou que era um homem de muita, muita sorte e ganhara dezenas de vezes na loteria (10).

A sorte de João Alves foi a sua desgraça, vamos ver o desfecho da sorte de Aécio e Pedro parente!




Rio de Janeiro, 24 de junho de 2017.

 Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP , ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese,  sendo também autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro”

OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.

    (Esse relato  pode ser reproduzido livremente)

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Com Moro e Dallagnol, a Lava Jato acabou!

por Emanuel Cancella

...Enquanto o Brasil vai à bancarrota, Dallagnol fatura até R$ 40 mil por palestra e a Lava Jato, contrariando o STF, fica com 10% dos contratos bilionários de leniência(19). E  a mulher de Moro, advogando para o PSDB e para empresas multinacionais de petróleo, não deve perder dinheiro...         

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A operação Lava Jato começou em março de 2014. Descobriu esquemas fantásticos de corrupção e “prendeu” diretores e gerentes da Petrobrás, donos de empreiteiras etc. Nisso a operação brilhou!

Mas e daí? Acabou a corrupção na Petrobrás e no Brasil? Será que está faltando água na Lava Jato para investigar além do chamado “Petrolão”?

Não podemos esquecer que, até outubro de 2014, a Petrobrás financiava, com os impostos que pagava, mais de 80% das grandes obras no país. Entretanto, por conta da Lava Jato, essas obras estão paradas (12); milhões de trabalhadores desempregados e o PIB brasileiro, do qual a Petrobrás respondia por cerca de 10%, despencou.

A Lava Jato ainda, com ação irresponsável, acabou com a indústria Nacional, com a indústria naval (5,6). Tudo isso poderia ser evitado se a operação aplicasse a lei de leniência, em que os gestores corruptos das empresas são indiciados mas as empresas continuam funcionando, mantendo assim seus postos de trabalho e fluidez da economia.  Países como os EUA já fizeram isso com sucesso. (3).

Se antes a corrupção era coisa de amador, agora virou coisa de profissional, além de institucional. O presidente que o golpista Michel Shell Temer escolheu para a Petrobrás foi o tucano Pedro parente, um corrupto de carteirinha, e já carimbada. Isso porque Parente, em 2001, quando ministro do “Apagão” de FHC e membro do Conselho de Administração da Petrobrás, foi processado, justamente por venda ilegal de ativos na Petrobrás, o rombo de Parente nessa época foi em torno de R$ 5 BI (2).     

Parente, antes da Petrobrás, dirigiu e agora está afastado, junto com sua esposa, a Prada especializada na gestão de fortuna (7). Ou seja, não é por falta de conhecimento que ele está destruindo a maior empresa do país. Parente está usando sua expertise, às avessas, na Petrobrás. Já “vendeu” áreas estratégicas da companhia, como pré-sal e petroquímica. Tudo sem licitação, apesar de obrigatória, vendendo para quem quer e pelo valor que ele mesmo determina (10,11).

Agora Parente foca em outra fonte de renda para os gringos, a jurídica. Parece que Parente e a Lava Jato se uniram para favorecer os gringos. Isso porque, durante a Lava Jato, a Petrobrás foi vítima de 27 ações de tribunais estadunidenses. São aquelas ações em que a Lava Jato convocou os procuradores americanos para virem investigar a Petrobrás e também, de forma sub-reptícia, mandou os maiores corruptos da Petrobrás testemunharem contra nossa empresa. 

Por essas ações cujo o conteúdo é que a queda nos papeis da empresa foi conta da corrupção, a verdade é que o preço das ações de petróleo diminuiu em todas as petroleiras do mundo não só na Petrobrás, Parente fechou o primeiro acordo com a justiça americana, essa é uma das 27 ações, e por esse acordo a Petrobrás vai pagar quase meio bilhão de dólares (1)

Para ser coerente a Lava Jato deveria mandar também nossos procuradores investigar a petroleira americana Chevron, denunciada em corrupção. Em 2009, o Wikleaks denunciou a troca de correspondência entre o então candidato, o tucano José Serra com executivos da Chevron, prometendo favores à empresa em prejuízo da Petrobrás (4).

A Lava Jato também não investigou o governo do tucano FHC, na Petrobrás, nem com uma enxurrada de denúncias, algumas envolvendo o próprio filho de FHC (8,9).

A Lava Jato também não investiga a gestão criminosa do tucano Pedro Parente, na Petrobrás, nem com denúncia formalizada, em novembro de 2016. Mas o MPF, em conluio com Moro, o chefe da Lava Jato, em dezembro do mesmo ano, intima o autor da denúncia por possível crime contra a honra do funcionário público (13,14).

E para que não reste nenhuma dúvida de que a Lava Jato não investiga os maiores corruptos, os chefes da corrupção, Moro, nos EUA, disse que não investiga o PSDB, leia-se FHC e Pedro Parente na Petrobrás; e Dallagnol disse ao jornalista Ricardo Boechat que o PSDB está  fora da Lava Jato (15,16).

Enquanto o Brasil está sendo destruído pela Lava Jato, a indústria quebrando  e o desemprego em massa, os negócios da Lava Jato vão de vento em poupa: Dallagnol transformou o ministério público num balcão de negócios, com palestras que lhe rende até R$ 40 mil (18); a Lava Jato, contrariando o STF fica com 10% dos contratos celebrados de leniência(19); e a mulher de Moro, Rosangela Moro, advogando para o PSDB e para empresas multinacionais de petróleo não deve perder dinheiro(17).   Aliás, coincidência ou não, os clientes de Rosângela são os altamente beneficiados com os julgados do marido, o juiz Moro!        

Fonte:
19 - http://jornalggn.com.br/noticia/lava-jato-quer-ate-20-das-multas-dos-acordos-de-leniencia



Rio de Janeiro, 23 de junho de 2017.

 Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP , ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese,  sendo também autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro”

OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.

    (Esse relato  pode ser reproduzido livremente)

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quinta-feira, 22 de junho de 2017

A Petrobrás - do soldador ao presidente

por Emanuel Cancella

Pedro Parente instituiu na Petrobrás o “Faça o que eu
mando, mas não faça o que eu faço”!   

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Entrei na Petrobrás, através de concurso, no dia 10/07/74, e me aposentei como técnico de material, 42 anos depois, em 17/05/17. Tenho com a Petrobrás e os petroleiros uma relação de amor e companheirismo. São muitas histórias vividas e assistidas, na empresa, e uma delas torno pública.

Foi no final da década de 70 e início de 80. Um amigo meu de infância me perguntou se havia concurso na Petrobrás para sua área. Liguei para o serviço de pessoal e me informaram que estava em aberto um concurso para soldador. Retornei para meu amigo, que correu, se inscreveu e acabou passando no concurso.

Na Petrobrás, existe um ditado que diz que, na empresa, é difícil de entrar e de  sair. Para entrar na empresa, além do concurso, na área específica, existe também, para todos, uma investigação social.

E aí retorno para o meu amigo soldador, que não vou divulgar o nome, pois não me foi autorizado. Mas sabia tudo da vida dele, pois fomos criados juntos na comunidade pobre de Irajá, no Rio de Janeiro. O pai dele morreu do coração, em 1960, no Maracanã, quando o América, seu time, foi campeão.

Fomos padeiros juntos, nas ruas do bairro e no entorno, dormimos muitas vezes em cima do forno à lenha da Padaria. Hoje o forno à lenha é raro.  Eu vendia pão para ajudar meu pai a criar meus 9 irmãos e o soldador, órfão,  trabalhava para o próprio sustento e de dois irmãos.

Fui informado, nos bastidores, que o meu amigo soldador estava sendo reprovado na Petrobrás, na investigação social.

Entrei na Petrobrás na refinaria de Paulínia e passei grande parte da minha vida laboral no EDISE, centro do Rio de Janeiro, sede da Empresa, onde cheguei em 1976. No Edise, fica a Segurança Patrimonial, antiga DIVIN (Divisão de Vigilância Interna). E lá fui eu à DIVIN saber o motivo da reprovação do meu amigo soldador.

Naquela época eu já era sindicalista e nunca tinha entrado na DIVIN. Então cheguei ao setor e nunca vou esquecer os colegas ali lotados que escondiam a cara para não serem reconhecidos, como se estivessem fazendo alguma coisa errada.
Fui ao encontro de um militar que estava prestando serviço na Petrobrás. Na época da ditadura militar, a Petrobrás era infestada de militares, principalmente do exército e da marinha. E, verdade seja dita, fiz muitos amigos entre esses milicos, apesar de muitos deles terem aversão a qualquer sindicalista.

Mas voltando, de novo, ao soldador. Perguntei ao representante da DIVIN qual o crime que o meu amigo soldador tinha cometido para ser barrado na Petrobrás. Depois de alguma resistência, o militar disse que ele tinha sido preso em Madureira, subúrbio do Rio, junto com outro homem. Então perguntei que crime ele cometeu. Vadiagem, disse.

Para quem não sabe, vadiagem era crime nos anos de chumbo. Homem ou mulher que andasse pelas ruas sem a CPTS, também conhecida como carteira de trabalho, sem estar assinada por um empregador, era sujeito à prisão.

Ponderei junto ao representante da empresa que, mesmo sem a carteira assinada, meu amigo soldador ralava, e muito. Imagina se algum padeiro, desses que a gente ainda hoje vê passar nas ruas, principalmente das comunidades, vai ter carteira profissional assinada?
Meus argumentos sensibilizaram o militar e o soldador entrou na Petrobrás, aposentando-se bem antes de mim, por ter direito à aposentadoria especial, já que era lotado na plataforma de Campos.

Faço esse relato para cobrar da Segurança Patrimonial da Petrobrás a investigação social do atual presidente da Empresa Pedro Parente, que é réu, desde 2001, em ação movida por petroleiro que, segundo denúncia, deu prejuízo de R$ 5 BI a Petrobrás (3), na ocasião. 

Diga-se de passagem, não consta nos manuais da empresa, que é pública, diferença de 
tratamento, quanto à probidade, entre o cargo de presidente e de soldador.

E mesmo com esse antecedente, Parente volta e continua a praticar o mesmo crime, vendendo ativos da Petrobras sem licitação. Vende para quem ele quer e pelo valor que ele mesmo estipula. E os negócios de Parente envolvem bens valiosíssimos e estratégicos como área do pré-sal e petroquímicas (1,2).

E na parceria com a gringalhada, Parente agora faz um acordo na justiça estadunidense, prejudicial à Petrobrás, no valor de quase US$ 500 milhões (4). Parente, nesse acordo, de forma dolosa, corrobora com a tese estapafúrdia dos tribunais americanos que alegam que a queda do valor das ações da Petrobrás foi por conta da corrupção. Como, se as ações caíram no mundo todo, não só da Petrobrás?

Nessas ações ja que são 27, a Petrobrás está totalmente sem defesa, pois conta com um presidente entreguista desses e uma justiça como a Lava Jato que sai em auxílio dos acusadores, já que convocou os procuradores americanos para investigar a Petrobrás e também mandou os maiores corruptos, condenados da empresa, para ajudar como testemunhas a favor dos ianques (5,6).
  
É no auge do cinismo, a gestão de Pedro Parente, na Petrobrás, ainda obriga os petroleiros a assinar um código de Ética e participar de um curso de combate à corrupção, que Parente também deveria frequentar mas passa longe.
Pedro Parente instituiu na Petrobrás o “Faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço”!   



Rio de Janeiro, 22 de junho de 2017.

 Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP , ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese,  sendo também autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro”

OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.

    (Esse relato  pode ser reproduzido livremente)

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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Governo golpista de Temer se reúne com a CIA, patrocinadora do golpe no Brasil

por Emanuel Cancella
Não podemos esquecer que Moro, que chefia a Lava Jato, que investiga a Petrobrás, prendeu o almirante considerado o pai da nossa energia nuclear e herói nacional, Othon, de 77 anos de idade, condenando-o a 43 anos de prisão.
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O chefe do Gabinete de Segurança Institucional de Temer, o general Sérgio Etchegoyen, e o Diretor-Geral da Policia Federal, Leandro Coimbra, reuniram-se com Duayne Norman, chefe do posto da Central Intelligence Agencyem Brasília (1,2).

Com certeza não foram tratar dos graves problemas sociais pelos quais o país atravessa, como a volta do Brasil ao mapa da fome da ONU, a maior taxa de desemprego da história da nação, atrasos e não pagamento de salário aos funcionários públicos, etc.

O negócio da CIA é outro: é o golpe e seus desdobramentos; a entrega do nosso petróleo; a prisão do Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva e a suspensão da construção do submarino nuclear, cuja principal missão era proteger o pré-sal (9).
Não podemos esquecer que Moro, que chefia a Lava Jato, dizendo investigar a Petrobrás, prendeu o almirante considerado o pai da nossa energia nuclear e herói nacional, Othon, de 77 anos de idade, condenando-o a 43 anos de prisão.
Moro não prendeu, por exemplo, o tucano Aécio Neves, sete vezes delatado na Operação.

A ida do temeroso à Rússia pode ser sugestão da CIA para desarmar o sentimento nativo da volta do Brasil ao quintal dos EUA.

A notícia sinistra da reunião dos nossos chefes da segurança com a CIA se dá no momento que Trump anuncia doutrina imperial para intervir na América Latina (3). ”Trump disse ainda que os Estados Unidos têm o "dever de garantir a liberdade em países como Cuba e Venezuela – e em todo o hemisfério" . Especialistas apontam que, com as descobertas recentes de petróleo, como a do pré-sal, a América Latina pode vir a se tornar o novo palco da cobiça norte-americana;”

E por falar em petróleo, o tucano corrupto, presidente da Petrobrás, Pedro Parente, que tem um passado que o condena, por já ser réu em ação justamente de venda de ativo, desde quando ministro do apagão de FHC e membro do Conselho de administração da Petrobrás (8). A ação é de 2001 e deu um prejuízo de cerca de R$ 5 BI à Petrobrás.

Parente, em nota, em 20/06/2017, anuncia que fez acordo em uma das 27 ações com tribunais estadunidenses no valor de US$ 445 milhões (4).
Quase meio bilhão de dólares num acordo fajuto onde os tribunais americanos alegam que a queda do valor das ações da Petrobrás foi por conta da corrupção. Entretanto os especialistas de geopolítica de petróleo são categóricos em afirmar que a queda dos papeis das petroleiras, no mundo, incluindo na Petrobrás, foi por conta do conluio dos EUA e da Arábia Saudita que aumentaram a oferta de petróleo, no mercado internacional, forçando assim a derrubada do preço do barril de US$ 140 para US$ 30. Mesmo assim o tucano Pedro Parente faz esse acordo altamente prejudicial ao Brasil, favorecendo os abutres americanos.

Moro e a Lava Jato, além de fingir que não veem a gestão criminosa de Parente na Petrobrás, também colaboram com os tribunais americanos quando convidaram os procuradores estadunidenses para investigar a Petrobrás e mandando os maiores corruptos da Petrobrás, presos, testemunharem contra  a empresa (6,7).

Parente além de entregar nosso petróleo aos gringos ainda prejudica os petroleiros. Apesar da melhoria dos indicadores da companhia, como agora, em maio de 2017, com o aumento da produção de petróleo de 3,9 %, a direção da empresa cortou dos petroleiros o aumento real, a PLR e o Beneficio Farmácia, este através da suspenção da distribuição nas farmácias dos remédios(5).      

Além disso, o dinheiro da Petrobrás é dinheiro público. Parente dá meio bilhão de dólares aos tribunais dos EUA quando, no país, militares, bombeiros, PM Policia Civil e professores estão com salários atrasados e recebendo parceladamente. Funcionários públicos de todo o país, como os de Curitiba, agora estão enfrentando a polícia para não ter seus salários e direitos rebaixados.   

A CIA está se articulando com os golpistas agora, com certeza para dar o golpe dentro do golpe. E os trabalhadores vão se unir quando para fazer valer o Fora Temer, eleições diretas e o basta de golpe?   



   


Rio de Janeiro, 21 de junho de 2017.

 Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP , ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese,  sendo também autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro”

OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.

    (Esse relato  pode ser reproduzido livremente)

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